Como montar um cronograma físico-financeiro de obra
O cronograma físico-financeiro responde duas perguntas ao mesmo tempo: quando cada serviço acontece e quanto dinheiro é consumido em cada mês. Veja como montá-lo a partir do orçamento, sem transformar a obra em planilha impossível de manter.
Cronograma físico-financeiro — grade mensal por atividade
1. Comece pelo orçamento aprovado
Cada atividade do cronograma deve corresponder a um item ou grupo de itens do orçamento, com seu valor. É isso que permite distribuir o custo no tempo e medir avanço em valor, não só em percentual sentido.
Etapa, subetapa e atividade. Níveis demais tornam o cronograma impossível de atualizar; níveis de menos escondem atraso. Um bom limite é ter atividades com duração entre alguns dias e poucas semanas.
Etapas espelhando o orçamento
Atividades com responsável claro
Códigos de EAP para leitura rápida
3. Estime durações com produtividade, não com desejo
Duração vem de quantidade dividida por produtividade da equipe alocada. Aceitar durações fracionadas evita arredondamentos que empurram a obra semanas para frente sem motivo técnico.
4. Amarre as predecessoras
Alvenaria depende da estrutura; contrapiso depende das instalações embutidas. Definir predecessoras faz o cronograma recalcular sozinho quando uma atividade atrasa, e revela o caminho crítico da obra.
No Gantt, esses vínculos ficam visíveis e o impacto de um atraso deixa de ser surpresa.
5. Distribua o custo no tempo e leia a curva S
Com datas e valores definidos, o sistema distribui o custo previsto mês a mês. A soma acumulada desenha a curva S, que é o desembolso planejado da obra.
Comparar a curva prevista com a executada mostra em uma imagem se a obra está adiantada, atrasada ou gastando mais rápido do que produz.
O cronograma vira ficção se não é alimentado. Lance o avanço físico real de cada atividade em ciclos curtos: é isso que gera valor agregado e mantém previsão de término confiável.